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    Grão Mogol by Marioh


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    Cena da antológica montagem de Macunaíma, de Antunes Filho, clicada por Vania Toledo (1978)

    Voltei!

    Tava ausente, viciado no Facebook (sim, eu tenho problema com drogas...). Tudo bem que Alê Farah salientou o fato de blog ser "so 2006", mas como outro dia cheguei à conclusão que datei (apesar dos testes de carbono 14, ainda não se precisou a data exata), vou blogando de vez em quando pra não perder a prática.

    Daí, hoje de manhã chego na redação (meu chefe disse: "A expressão 'aqui na redação' é tão antiga") e encontro sobre a mesa um exemplar de Palco Paulistano (257 págs., Imprensa Oficial), da minha amiga de longa data Vania Toledo. Apesar de nossa amizade já durar três décadas, confesso que conhecia pouco o trabalho de registro teatral de Vania. Claro, acompanhei de perto a paixão da fotógrafa pelo teatro e a vi diversas vezes em ação na platéia, na coxia, no palco e em vários ensaios, mas não tinha noção do tamanho desse arquivo (se conheço bem Vania, a edição do livro contempla apenas uma pequena parte do que ela vem clicando nos palcos da vida desde o final dos anos 60). 

    Palco Paulistano é desses coffee table books de responsa: edição caprichada, direção de arte competente, impressão de alta definição. Por isso, uma simples folheada já constitui uma viagem em si. Podemos rever, conferir ou descobrir imagens de alguns de nossos maiores performers em grandes momentos. São instantâneos fortes que nos colocam no centro de espetáculos marcantes como Cemitério de Automóveis (1969), Fala Baixo Senão Eu Grito (1969), O Balcão (1969), Apareceu a Margarida (1973), Trate-me Leão (1977) e Salomé (1997), entre muitos outros.

    Temos Raul Cortez em diversas épocas (seu retrato em Ah!América é um dos pontos altos do livro), Paulo Autran, Marília Pêra, Lilian Lemmertz, Sergio Mamberti, Tonia Carrero, Odete Lara (fumando um baseado das mãos de Odavlas Petti), Cleyde Yáconis, Regina Casé, Dedé Veloso, Marco Nanini (impressionante em Os Filhos de Kennedy), Irene Ravache, Regina Duarte, Vera Zimermann etc etc etc. Devidamente capturados em toda dramaticidade do preto e branco (Vania adora um chiaroscuro). Na capa, um muito jovem e esguio José Wilker com Rubens Corrêa, em O Arquiteto e o Imperador da Assíria (1970).

    O mais legal de tudo isso é ver Vania abrindo seus arquivos (praticamente tudo e todos que passaram pela vida da fotógrafa nas últimas quatro décadas mereceram um clique) e sendo redescoberta por uma nova geração. Ano passado ela fez uma esfuziante crônica pop/fin-de-siécle da cena noturna (anos 70 e 80) com a exposição Diário de Bolsa, na Pinacoteca, mostrando que muito antes das câmeras digitais, já registrava tudo munida de uma inseparável Yashica (batizada "Nhá Chica", por Gilberto Gil) que carregava na bolsa. Now, THAT'S modern!   

    A edição de Palco Paulistano é bilingue (português/inglês) e mereceu lançamento hype/culturete na última Flip, em Paraty.

    Valeu, Vania. Adorei o espetáculo. Merda!

      

    Olha a Vania, com Maria Della Costa, no lançamento do livro na Flip (foto de Daniel Deák/Glamurama)

    Para mais clics de Vania Toledo, clique aqui



    Escrito por Marioh às 17h11
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