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    Grão Mogol by Marioh


    O vídeo matou a rainha do rádio

    Emilinha Borba,  "a maior" da Rádio Nacional (anos 50)

    Li no blog do Nelson de Sá,  Toda Mídia, que Facebook e Twitter mataram o Blog. Mas já? Quer dizer, como leitura continua, mas como criatividade de conteúdo seu tempo já passou. Resumindo: ... mórreu! Afinal, é muito mais fácil Facebookar ("Colhendo amoras no campo com os Teletubies!") e Twittar ("Onde é a balada, galera?), do que blogar. Até eu, que adoro me derramar em posts caudalosos ("Mario, escreve menos", protestou um amigo certa vez, to no avail...) ando passando mais tempo no Facebook porque to achando divertido (sim, é mais ágil e menos cafona do que o Orkut, mas a patetice da maioria dos posts é igual que nem), porque gosto de uma boa futrica e porque sou novidadeiro (até agora não a ponto de twittar).

    Agora leio na edição de Agosto de Vainity Fair, James Wolcott perguntando "O que será do esnobe cultural?" .  Como faremos para nos distinguir dos meros mortais através dos livros, músicas e filmes que gostamos sem poder exibi-los publicamente - já que tudo agora é uma questão de download e armazenável em gadgets portáteis? "Livros não apenas podem mobiliar um cômodo (...) como também fazer as vezes de acesórios para nossas roupas. Ajudam a marcar nossa identidade. Entretanto, com a velocidade do progresso tecnológico, podemos eventualmente ser apanhados culturalmente nus em meio à selva urbana", chama a atenção Wolcott. Na mesma batida, penso em como desvendar, através do gosto pessoal,  a personalidade de um novo(a) conhecido(a) se os signos de conhecimento não estão mais visíveis no ambiente onde vivemos - livros, música e filmes estão ocultos no master computador da casa. Podemos saber apenas se é o caso de uma pessoa Apple ou Microsoft.  

    Lembro de ter entrevistado certa personalidade televisiva - tida em alta conta enquanto pessoa conectada ao erudito e ao alto pop - e, numa rápida escaneada por biblioteca, CDs e posters de cinema nas paredes, pude detectar um conhecimento bem mediano para alguém que se leva, e é levada, tão a sério. Havia também escolhas de artes plásticas basatante duvidosas e algums objetos kitsch bem interessantes se encarados como tal - era eviedente, pela modo da exposição, serem reverenciados como algo de impactante modernidade. 

    Enfim, é o novo invadindo nossas vidas na velocidade das grandes mudanças de hábitos sociais. Abrace, mas sem esquecer o passado. 

    Daí, nessa onda das novas tecnologias substituindo as antigas, destruindo uma ordem a qual estávamos acostumados, lembrei dos Buggles, com seu hit de 1979, Video Killed the Radio Star. Não poderia deixar de postar para os meus queridos leitores que não aguentam mais Michael Jackson.       

    Ah, just for the record: Continuo fã da Emilinha!



    Escrito por Marioh às 13h20
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