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Bright lights big city

Falei da São Paulo antiga no post anterior. Agora leio na edição deste mês de Vanity Fair artigo do jornalista James Wolcott exaltando a Nova York dos anos 70. Assumidamente nostálgico, Wolcott fala da cidade falida, suja e violenta que produziu um momento único determinado pelo zeitgeist daquele momento. "Se Nova York tivese sucumbido à anarquia devastadora dos anos 70, como alguns temiam, teria sido assim tão ruim? O autor relembra um tempo quando lofts de artistas eram habitados por verdadeiros artistas, cada vagão do metrô carregava um drama em potencial e lendas - como Lennon, Warhol e Garbo - caminhavam pelas ruas", diz o olho do artigo. A seguir, somos conduzidos por uma cidade onde os turistas davam graças a Deus por voltarem ao hotel sãos e salvos, e os melhores retratos dessa perplexidade chamavam-se Operação França, Taxi Driver, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, À Procura de Mr. Goodbar e Parceiros da Noite. Em nota de humor cínico, ele diz que o mundo teve passar por tudo isso até estar pronto para... Madonna. Apesar de mirrada - mais por ser a edição de verão do que pela crise - VF também traz mais uma devassa investigativa do caso Bernie Madoff - o homem cujo golpe estilo pirâmide fez desaparecer US$ 60 bilhões de seus investidores, provocando uma quebradeira épica e deixando muita gente que economizou a vida inteira apenas com as roupas do corpo. Dessa vez é a secretária, que trabalhou com ele por 25 anos, quem dá o serviço. Estou com uma fixação mórbida sobre esse caso. 
Enquanto isso, descubro que será lançado em julho o Guia Time Out São Paulo. Já era tempo da editora que publica os guias mais sacudidos do planeta se debruçar sobre nossa cidade. É possível encomendá-lo pela Amazon. Aguardo ansioso.
Escrito por Marioh às 21h02
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