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    Grão Mogol by Marioh


    Rescaldos de sábado à noite

    Na verdade os acontecimentos aqui observados ocorreram na sexta e no domingo, mas não resisti ao título hehehe... Entonces, sexta última, 20 de março, foi meu aniversário e, claro, amigos me cobraram um post a respeito porque, afinal, não se completa meio século impunemente. Porém, sinceramente, não pensei em nada muito deep & meaningful para escrever sobre o acontecido. Talvez, depois que a ficha realmente cair - e se cair - a gente se manifesta.

    Daí, enquanto estava eu comemorando meus fabulous 50's com os amigos chez Ritz, o americano Marc Jacobs, estilista e diretor criativo da Louis Vuitton (o senhor pelado acima) era alvo de uma muito divulgada e concorrida festa que agitou le tout São Paulo. Ele esteve na cidade para a abertura da loja da marca que leva seu nome dentro da NK Store. Assim, a empresária Natalie Klein o brindou com noite bombada em um inferninho gay no Largo do Arouche, a Cantho, que nos embalos de domingo à noite costuma ser muito divertida (estive lá uma vez e adorei milhões). Porque agora, o pessoal hype descobriu o centro e, portanto, a área passa a ser não só liberada para quem até então só respirava a atmosfera rarefeita dos Jardins como também é obrigatória: você TEM que ir até lá porque é TUUUUDO! 

    Claro que a festa do Marc - também aproveitava para conhecer a terra de seu namorado brasileiro - exigiu uma sanitizada básica no ambiente (macumba pra turista, afinal...). Colocou-se um letreiro com o nome do estilista na fachada, fechou-se o ambiente apenas para convidados, contratou-se gogo boys e convocou-se DJs da descolândia. Prato cheio para a cena fashion-society nativa exercer seu coté mais deslumbrete e provinciano (ia dizer jeca, mas não precisa, né?). Basta dar um passeio pelos sites de celebridades e blogs em geral pra ver que não exagero. Papagaios de pirata e frasqueiras de vedete se esparramram com gosto e tiveram um noite e tanto. Acho super válido. Mas fico cabrero em ter de ouvir, da próxima vez que envergar meu kilt (tartã padrão clã Mackenzie) em algum acontecimento na cidade: "Ah, não faz a Marc, não". ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ...

    No sábado teve um almoço em torno do moço, na casa de alguma socialite up and coming, e ao que tudo indica a pajelança comeu solta novamente só que em versão diurna e light. Marc vestiu kilt preto e sandálias (ótima pedida para se evitar a inevitável bermuda tropical).

    Aí ontem, domingão, rolou o show do Radiohead e foi como se tivesse acontecido uma apresentação ao vivo de Jesus, Maria, José e grande elenco. Confesso que nunca prestei atenção na banda, não sei como se chamam seus integrantes, nem lembro de nenhuma canção (claro que se começar a tocar alguma coisa eu vou reconhecer mas só então descobrirei se tratar dos Radiohead). Portanto, não posso dar opinião sobre o trabalho dos rapazes. Mas essa coisa religiosa em torno do rock and roll é algo que sempre me deixou meio embasbacado e clueless. Não entendo como um show pode mudar a vida de alguém. Em todo caso, se alguém atigiu alguma epifania diante da apresentação, sorte desse alguém. Acho metafísico. Mas não me convide.

    I'm fifty... and loving it!



    Escrito por Marioh às 15h03
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