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    Grão Mogol by Marioh


    The only gay in the village

    Este é Daffyd Thomas, habitante da minúscula cidade galesa de Llendewi Brefi (Landáui Brévi) e auto intitulado "the only gay in the village". Ele veste-se com os mais ousados figurinos (micro shorts e tops em couro, látex, materais transparentes - quanto mais justo e revelador melhor) e tem uma atitude flamboyant capaz de matar de inveja até a mais renitente bichinha quaquá. Tudo para chocar geral a pacata comunidade e chamar atenção para os "gay rights!" contra os "homophobes!" e "anti-gays!".

    Seu point favorito é o pub da cidade, dirigido pela doce Myfanwy, onde reunem-se todos os velhinhos da região, jogando dardos e enchendo a cara. Daffyd, ele mesmo, só bebe Baccardi & coke, lamentando-se sobre como é difícil e injusto suportar o preconceito e a rejeição de todos por ter a coragem de se assumir como "the only gay in the village". Porém, fica terrivelmente chocado ao constatar que ninguém dá a mínima para a sua sexualidade alternativa, com a turma da terceira idade falando abertamente suas predileções por "rimming", "fist fucking", "bun fun" e uma velhinha confesando "I myself drink from the furry cup". A realidade é demais para a bicha gorda e equivocada. 

    Daffyd Thomas é um dos vários personagens de Little Britain, premiada série de humor da BBC criada pelos atores Matt Lucas e David Walliams (leia aqui e aqui). O gorducho assumido Matt Lucas faz Daffyd - na vida real ele e seu companheiro firmaram união civil - com impagáveis tintas berrantes. 

    Confira Daffyd em um sketch da série (quando recebe a chocante notícia que seu irmão caçula também é gay). Pra ver e pensar em casa na semana do tal "orgulho". 

    Voilá!  

     

            



    Escrito por Marioh às 13h58
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    Hello, I'm Tom!

    Tom Ford, o homem que certa vez declarou "I don't have a job. I'm the job", esteve entre nós para abrir a loja da sua marca de alta moda masculina chez Daslu. Eu fui, claro, conferir de perto o événement.

    O texano mr. Ford despontou para a moda nos anos 90 e, por ressuscitar uma marca moribunda, a italiana Gucci, transformando-a em referência do estilo do período (a outra foi a também italiana Prada), tornou-se algo entre um midas do métier e uma águia do mundo corporativo. Sempre cuidando para que sua persona de playboy cool e internacional (espécie de James Bond sem licença para matar e substituindo-se Bond Girls por Gucci Girls e Ford Boys) pairasse sobre tudo como sofisticada assinatura. Sim, ele trabalhou com competência insuspeita todos os clichês e referências da dolce vita, emprestando inclusive o allure das criações de colegas falecidos, sobretudo Halston e Perry Ellis. Arrisco dizer que naquele momento Tom Ford esteve para a moda como Madonna está para a música pop - o talento limitado para o ofício vem turbinado por uma bem lapidada ego trip e soberba operação de marketing. Tanto que existe Gucci antes, durante e depois de Tom Ford.

    Daí o Tom saiu da Gucci e disse que ia trabalhar em Hollywood. Dirigir filmes e, quem sabe, ganhar um Oscar. Só que não rolou. Fez parceria com a gigante dos cosméticos Estée Lauder, lançou perfumes, uma linha de óculos e, finalmente, rendeu-se novamente ao mundo da moda. Só que escolheu a altíssima alfaitaria do prêt-à-porter de luxo masculino para a rentrée. Abriu flagship pernóstica em New York e agora repete a dose em SP.

    Well, a loja é um poder. E as roupas são bacanas. Além de camisas, gravatas e sapatos luxuosos. Tudo a preço proibitivo, a não ser para orçamento de, no mínimo, um João Paulo Diniz. Não tenho idéia de quem será o cliente Tom Ford local.

    Quanto ao próprio, antes de aterrissar por aqui, enlouqueceu meio mundo com exigências típicas de pop star (tipo 250 tolhas brancas felpudas no camarim...). Mas o que eu vi segunda à noite foi alguém profisionalíssimo no domínio completo de seu métier e uma personalidade simpaticíssima. "Hello, I'm Tom", apresentava-se aos presentes com um efusivo aperto de mão. Ao que Ana Lucia Zambom devolveu de modo deliciosamente witty: "Absolu-tely!".

    Como sou tímido. Só observei, não me aproximei. Em vez disso, entabulei conversação com Richard Buckley, o compaheiro de Tom Ford há anos, jornalista e ex-editor chefe da Vogue Hommes Paris. Homem de beleza avassaladora no passado, hoje devastado pelo tempo e pela doença. Simpático, elegante, culto. Queria saber do Brasil, onde passar férias com direiro a pés descalços na areia, descontração, simplicidade, conforto e boa comida. E se Fernando de Noronha realmente vale a visita. Disse ter adorado a arquitetura do centro de São Paulo, principalmente o prédio da Pinacoteca e o dos Correios, no Anhangabaú, onde admirou as prostitutas em plena função na manhã de uma segunda-feira. E me indicou uma nova revista masculina, Fantastic Men, publicação holandesa dos mesmos profissionais que fazem a gay underground Butt. Anotei.

    Depois teve jantar no Fasano. Mas declinei. No thanks, I'm on a radical diet. Ordens do coração.   



    Escrito por Marioh às 18h40
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