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Parem as máquinas

De longe a melhor cobertura de celebridades da mídia brasileira. Sem concorrentes.
Ô, menininhos (Lele, Polly e Didi), eu sou seu fã.
Por que você não passa lá?
Escrito por Marioh às 18h13
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Será que ele era?

Li em algum lugar sobre certa recém-lançada biografia do astro da velha Hollywood, Clark Gable (o tipo faceiro acima), dizendo que sim, ele era gay (OOOOOOOH!). E mais, tio Clark teria utilizado o physique muito mais do que o talento para se dar bem na carreira, obtendo vantajosos e/ou polpudos benefícios de senhores mais velhos e muito poderosos (AAAAAAAAH!). O New York Times, parece, não gostou (ah, bom...). Mas a comunidade gay adorou (tuuudo, bi!).
Outro soporífero espisódio da série Yesterday News. História mais requentada do que café de repartição pública. Afinal, dear mr. Gable, estrelou o clássico dos clássicos E o Vento Levou, o filme mais dissecado e comentado da história do cinema (OK, você vai dizer Cidadão Kane, mas aqui estamos no domínio do mundano, não do erudito). Sempre, nas N páginas que se escreveu sobre a fita, existe o epísódio da demissão do diretor George Cukor ainda no início das filmagens, devido a uma exigência do então Rei de Hollywood, Gable, alegando estar sendo prejudicado pelo fato de Cukor, um "diretor de atrizes", dispensar melhor tratamento - e as melhores cenas - para Vivian Leigh (Scarlet) e Olivia de Havilland (Melanie).
Tudo papo furado, claro. Na verdade, Gable não se sentia a vontade no set com a presença de alguém que conhecia seu passado micheteiro. Esse alguém era Cukor, emérito membro da comunidade gay da indústria e conhecedor desse tipo de mumunha entre rapazes bonitos e bichas poderosas. Cukor foi dispensado (sendo substituído por Victor Flemming que teve um piripaque no meio do caminho, foi substituído por Sam Wood, mas se recuperou recebeu crédito pelo filme inteiro e ainda levou um Oscar pra casa) e a fofoca correu solta desde aquele longínquo ano de 1939, sobrevivendo inclusive à morte do ator no início dos anos 60. Porém, nunca manchou a reputção máscula do galã que viveu um casamento de cinema com a bela e divertida Carole Lombard (essa merece ser redescoberta), serviu na Segunda Guerra e ainda bateu um bolão em embates amorosos nas telas com as divinas Ava Gardner, Grace Kelly (com quem teve um affair off camera) e Marilyn Monroe (essa jurava de pés juntos ser a filha legítima e abandonada do astro).
Mas e daí se ele fez michê para subir na carreira? E se ele encarava todas(os)? O que depõe contra ou a favor ele ter sido casado com duas lésbicas mais velhas antes de conhecer miss Lombard? What's the big deal?
O escritor gaúcho Érico Veríssimo publicou nos anos 40 um livro sobre sua primeira viagem aos EUA, chamado Gato Preto em Campo de Neve. Há um capítulo inteiro dedicado a Hollywood onde ele descreve, entre outras coisas (inclusive um encontro com Bette Davis), a cidade como um lugar repleto de rapazes e homens delicados e afeminados, sempre atarefadíssimos com atividades no departamento de figurino, maquiagem, cenografia, publicidade e até na frente das câmeras. Ou seja, o show business desde sempre foi um ambiente de sexualidade não só diversa, como à flor da pele. Alguma dúvida a respeito?
Na comédia Sou ou Não Sou (To Be or Not to Be, 1983), o persoangem de Mel Brooks, um ator canastrão na Alemanha do Terceiro Reich, fica sabendo das perseguições nazistas e entra em pânico: "Estão prendendo judeus, invertidos e ciganos? Acabou o teatro!".

Life is a cabaret.
Escrito por Marioh às 15h49
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Vôbatêpatu patubatê patuapatota

Maconheiros de várias partes do País querem colocar o bloco na rua. Porém, dona Justa não permite, claro. Assim as marchas "maconhistas" marcadas para rolarem neste fim de semana floparam. Fico imaginando andar pelas ruas brasileiras sentindo cheiro de Amsterdã. Muito divertido.
Bom lembrar que maconha, além do velho mantra moralista "é a porta para todas as outras drogas", carrega a pecha de não ser glamorosa como, digamos, a cocaína (antes de chegar à classe média, então, era glamorosíssima). Também não é hype e conectada como as susbstâncias sintéticas combustíveis das baladas de hoje em dia. É passatempo da molecada pobre, de desocupados, de bicho grilo e outras tribos menos votadas. Certa vez, em uma festa showbizz/high society, um grupo dava seus tapinhas na vistosa biblioteca quando uma personalidade esnobe, a caminho do banheiro para um encontro básico com Paulo Otávio, deteve-se na porta do salão, olhou a todos com desprezo e disparou: "Droga de engraxates".
Verdade é que raramente encontra-se alguém que, hoje em dia, não teve, tem ou terá seu affair com a cannabis. De A a Z, inclusive nas melhores vizinhanças e famílias. Como por aqui é praxe se fazer de tudo mas não se assumir praticamente nada, ficamos mais uma vez no "ora, vejam só". E a caravana passa. Melhor não discutir para não assustar os cavalos e não acordar as crianças. Aliás, não apenas sobre a maconha, mas sobre qualquer outra droga. Por exemplo, muito pouco ou quase nada se fala do consumo de álcool entre adolescentes (mais fácil beber o scotch do papai em casa do que conseguir um fuminho na rua). Mas eles continuam pegando o carro da família e se espatifando pelas ruas ou ferindo e matando quem não tem nada a ver com o pato.
Como a marcha "maconhista" não pintou, divirto-me com os retratos politicamente incorretos desenhados nas fitas da dupla Cheech & Chong, no círculo do porão da série That 70's Show e, sobretudo, no episódio da maconha de South Park, quanto o sr. Mackey leva uma paranga de fumo para que os alunos da segunda série conheçam de perto a droga e possam evitá-la. O bagulho some, claro, e logo vemos o sr. Garrison, chapadérrimo, assistindo Teletubies.
Tinky Winkyyyyyy!!!
Escrito por Marioh às 14h30
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