Tentando entender

Mais um aniversário (quinta-feira 20/03), porém sem sentir a idade que realmente tenho. Quanto tempo ainda me resta? Pra que tanta correria? Existe algo além depois que tudo acaba por aqui? Existiu antes? Faz alguma diferença?
Aí, paro pra ler um texto que alguém pretensamente profundo posta na rede e (acredito) se acha genial por isso. É sobre Filosofia (com F maiúsculo), porém mais parece conversa fiada trocada sobre o muro do vizinho. Será que só eu percebi?
Converso com meu amigo JP, adepto do chic enquanto filosofia da vida. Ele me atira duas pérolas, as quais apanho e posto aqui:
"Rico não fica de mal, faz o falso" (a propósito de um conhecido que se indispôs com certa pessoa caixa altíssima)
"You even can make it up, but you can't fake it" (a respeito da autenticidade de certos artigos de época - JP é colecionador - mas vale também pra uma porção de situações na vida).

Publica-se mais uma revista para o público gay. Chama-se Aimé (fui consultado a respeito; disse não gostar do título) e vejo a blogsfera do setor olhar o produto com uma certa desconfiança porque, afinal, não vem dos "amiguinhos" nem de um endereço que os blogueiros considerem hype (tipo "normal demais, não percamos tempo com isso"). Rio da caipirice toda, mas me intrigo: blogam apenas pelo prazer de falar de si mesmos e da tchurma (além de se fotografarem), para se sentir parte do culto às celebridades? Insensatez, ingenuidade, vaidade ou ingnorância?
(certa leitora me solicita uma entrevista para falar sobre publicações GLS. Aceito. Mas não tenho muita coisa boa a dizer sobre o assunto. Serei compreendido? Sobretudo, odeio a sigla. Prefiro GLA: Gays, Lésbicas e Antipáticas)
Recebo uma propo$ta de trabalho. O ego ferve, claro. Muitas considerações a serem feitas. Por onde começar?
Enfim, me informo na coluna de meu amigo Rubens Ewald Filho sobre o lançamento em DVD, finalmente, de um dos meus filmes favoritos, Crown, o Magnífico (The Thomas Crown Affair, 1968) e sinto vontade de me anestesiar com a trama sofisticada, os astros magnéticos, os figurinos incriveis, a esplêndida trilha sonora (by Michel Legrand)...
Resistir, quem há de?
Steve McQueen e Faye Dunaway em Crown, o Magnífico
Minha cabeça é um filme inteiro.
PS: Há dias preparo um post sobre Buenos Aires. Porém, acabo me estendendo demais ou não achando bom o suficiente. Em todo caso, confesso que devo. Pago quando puder.
Escrito por Marioh às 21h17
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